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Giovanna Fogolin · Nutricionista comportamental
Giovanna Fogolin · Nutricionista comportamental

Para pais e responsáveis: o que fazer quando o filho muda com a comida

Perceber que o filho mudou a relação com a comida assusta, e a primeira reação costuma ser brigar ou esperar passar. Esta página reúne o que observar, como começar a conversa sem julgamento e quando procurar ajuda profissional, para que a família não precise decidir sozinha em um momento difícil.

Fotografia de apoio: Para pais e responsáveis: o que fazer quando o filho muda com a comida

O que observar

Alguns sinais aparecem primeiro no convívio. O filho passa a evitar refeições em família ou pede para comer sozinho. Fala com frequência sobre o corpo ou o peso. Fica mais irritado ou ansioso perto das refeições. Se afasta de amigos e de atividades de que gostava. Muda muito a forma de se vestir para esconder o corpo.

Nenhum sinal isolado fecha um diagnóstico. Mas, quando eles se somam, vale buscar a opinião de um profissional.

Como começar a conversa

Escolha um momento calmo, longe da mesa e sem pressa. Fale do que você observou e do que sente, e não do corpo do seu filho. Uma frase como estou preocupado com você, porque notei que você anda evitando comer com a gente, abre mais portas do que você está exagerando ou isso é frescura.

Ouça mais do que fala. É comum que o jovem negue ou se irrite na primeira conversa. Isso não significa que a conversa falhou.

Significa que a porta foi aberta.

O que evitar dizer

  • Comentários sobre o peso ou o corpo, inclusive elogios
  • Comparações com irmãos, amigos ou outras pessoas
  • Ameaças ou castigos ligados à comida
  • Frases como é só comer ou você está fazendo isso de propósito

Quem procurar primeiro

O tratamento de um transtorno alimentar envolve médico, psicólogo e nutricionista.

Qualquer um deles pode ser a porta de entrada, e o importante é que o cuidado aconteça em equipe. Se houver risco à saúde, o primeiro passo é o atendimento médico de urgência.

Como é o primeiro atendimento com a família

Na primeira consulta, a Giovanna escuta a história e explica como será o acompanhamento. Você escolhe se esse primeiro encontro reúne o jovem e o responsável ou se começa por um deles. O adolescente é tratado com respeito e sem julgamento, e a família sai com orientação sobre como apoiar em casa.

Cuidar de quem cuida

Acompanhar um filho com dificuldades com a comida é cansativo e, muitas vezes, solitário. Buscar apoio para você também faz parte do cuidado com ele.

Para pais e responsáveis

Perguntas frequentes

A Giovanna atende crianças?

O atendimento começa a partir de 10 anos. Para crianças mais novas, o melhor caminho é conversar com o pediatra, que avalia a saúde geral e indica o profissional adequado para a idade.

Devo falar com meu filho antes de marcar a consulta?

Sim, sempre que possível. Explique que é uma conversa com uma profissional que ajuda pessoas com a relação com a comida, e não uma consulta de dieta.

E se ele não quiser ir?

É comum. Você pode fazer a triagem e conversar com a Giovanna primeiro, para receber orientação sobre como conduzir.

Os pais participam do tratamento?

Sim. Na adolescência, a família é parte do cuidado: o adolescente é atendido individualmente, e os pais têm consultas próprias com a Giovanna para receber retorno do acompanhamento e orientação sobre como apoiar em casa.

Devo controlar o que meu filho come?

Essa orientação precisa ser individual e vem do profissional que acompanha o caso. Evite criar regras por conta própria.

Você não precisa decidir sozinho

Faça a triagem para o seu filho e converse com a Giovanna pelo WhatsApp.

Giovanna Fogolin, nutricionista comportamental